08. Bem-aventurados os mansos

Série - A busca da felicidade em Cristo

Publicado em 22/04/2022 às 12h58

1. TEMPO DE ORAR | 5 min
2. TEMPO DE CANTAR | 5 min
3. TEMPO DA PALAVRA | 30 min

"Bem-aventurados os mansos..." (Mateus 5:5).

Introdução | Nessa terceira bem-aventurança Jesus vai nos pedir para olhar “para o lado”, para o outro. Uma necessidade de entender que Deus ama toda a Sua criação, um amor plural, um Pai que não é “meu”, mas é “nosso” (Mt 6:9-13). Jesus está falando com aqueles que se sentem filhos únicos de Deus e alvos exclusivos de Seu amor. Aqueles que se sentem maiores, mais dignos ou superiores que os outros. Quem é o meu próximo?

Um próximo distante | Os relacionamentos são imprevisíveis. Neles você pode encontrar o melhor e o pior das pessoas. Deveria prevalecer o conviver bem, o compartilhar, o dividir, o cuidar um dos outros, mas prevalece o egoísmo e o egocentrismo. Muitas pessoas se ferindo, se odiando, mentindo umas às outras, vivendo relacionamentos interesseiros, competitivos, superficiais e sem perdão, enfim, um grande desamor. Precisamos do outro?

Um ser carente | Todavia, apesar de todos os riscos, o ser humano tem em sua natureza a necessidade de conviver, somos seres relacionais. Um ser em conflito entre o medo de ser “ferido”, mas a necessidade de não se sentir só, o medo da solidão. Jesus conhece esse ser procurando companhia, querendo ser amado, ser aceito, ser valorizado, ser servido. Querendo receber, mas, com pouca disposição para dar. Você prefere servir ou ser servido? 
 

A cobiça da carne | Cada indivíduo, dentro da sua limitada visão do mundo constrói o seu próprio “reino” onde prevalece suas verdades e interesses. Um lugar onde reina o ego com sua indiferença e desprezo pelo alheio. Um desejo de se saciar, de se satisfazer, de se colocar acima dos outros. Uma necessidade constante de competir, de controlar, de dominar, de ter prazer, de olhar o outro como uma ameaça ou um objeto. Uma idolatria dos próprios sentimentos e desejos. A área mais vulnerável do ser humano. 
 

O egoísta conhece o Deus amoroso | A “mansidão” flui de conhecer a graça e a misericórdia de Deus. De entender que apesar de nossa mísera situação, apesar de não merecermos, e nada podermos fazer para merecer, mesmo assim, Deus nos ama, Ele nos amou primeiro (Ef 2:8-9;1Jo 4:10-11;Lc 6:36). Deus ouviu o choro de dor desse ser sofrido, frágil e impotente, cercado por todos os lados pelo pecado, por Satanás e suas ilusões. Então Deus se "enche" de terna compaixão e age em nosso favor (Tt 3:5). Se colocando em nosso lugar, enviando a si mesmo, para nos salvar, nos trazendo consolo e reestabelecendo a nossa paz consigo através de Cristo (2Co 5:18-19). Um Deus misericordioso que nos deu diversas oportunidades de arrependimento, que nos amou de maneira especial. Isso deve encher o nosso coração de gratidão! Uma gratidão que nos leva a amar primeiro, sem esperar nada em troca! Que nos faz amar as pessoas, mesmo antes de que elas possam supostamente merecer o nosso amor ou jamais venham a merecer (Lc 6:31). Por isso, nosso coração não deve se sentir atraído pela disputa com nossos iguais. Nosso aborrecimento deve ser com o pecado porque ele distancia as pessoas e evidencia o ódio, no caminho oposto ao Evangelho, que deseja uni-las em amor. Você sente que Deus te ama?
 

O que é ser manso | O manso busca quebrar esta sequência de desamor, “vencer o mal com o bem” (Rm 12: 21). Separar o pecado do pecador. No grego refere-se a “uma atitude humilde que se expressa na submissão às ofensas, livre do desejo de vingança; uma renúncia a impor-se aos demais; uma atitude de paciência e tolerância, mesmo quando sofrem injustamente”. Não é uma pessoa fraca, sem convicções, passiva ou indiferente, mas alguém que guarda sua força para utilizá-la no momento certo, na medida certa, pelas razões certas, se necessário. Quando somos mansos, estamos protegendo o nosso maior bem, a nossa alma (Mt 16:26). Manso é alguém que, consciente do amor incondicional de Deus, age procurando controlar seus pensamentos, palavras e atitudes sempre priorizando proteger sua alma e de seu semelhante do pecado, que os afasta da presença de Deus. 
 

4. TEMPO DE COMPARTILHAR E ORAR | Jesus é o maior exemplo de mansidão. Sua humildade e submissão à vontade do Pai são a marca de seu ministério. Ele mesmo diz: “... aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração...” (Mt 11:29). Ele deseja que não apenas renunciemos ao egoísmo, mas que, indo além, coloquemos o outro acima de nós, o servindo (Mt 20:28, Mt 23:11-12, Cl 3:12-14 e Fp 2:3-4). Eu quero ser manso, como Jesus! 

Esquema complementar:


 

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